2 - E tudo começou com...

E tudo começou com o sonho de um homem em querer conquistar o mundo das aves, última fronteira para uma espécie que se não se conforma com os seus limites físicos e o ambicionar sempre mais, pagando por vezes o preço dessa ambição.
Na mitologia grega, Ícaro representa esse sonho e essa ambição.
Os limites do sonho
"Dédalo era o melhor e mais conhecido dos artesãos e inventores da antiguidade. Quem desejasse algo engenhoso vinha primeiro à sua oficina em Atenas.
Dédalo tinha um sobrinho, Talos, filho da sua irmã, Plicasta. Ele aceitou Talos como aprendiz, e o garoto, apesar de ter só doze anos, logo mostrou sinais de ser mais esperto do o seu mestre!
Foi Talos que inventou o primeiro serrote, a roda do oleiro e imaginou o primeiro par de compassos.
A reputação de Talos espalhou-se e as pessoas começaram a trazer os seus problemas mais complicados para o garoto e não para o mestre.
Consumido pelos cíumes, Dédalo atraiu Talos até ao cimo do templo de Atena e empurrou-o para a morte.
A mãe de Talos, Policasta, suicidou-se devido à tristeza, e Dédalo, juntamente com o seu filho Ícaro refigiou-se na ilha de Creta, onde Dédalo colocou a sua habilidade e esperteza ao serviço do rei Minos. Mas ele perdeu os favores do rei, quando Teseu matou o minotauro e conseguiu escapar do Labirinto, que supostamente era à prova de fuga, e que Dédalo havia construído para abrigar o monstro. Furioso, o rei Minos colocou Dédalo e o seu filho na prisão.
Enquanto Ícaro , vaidoso, passava os dias cuidando do seu corpo, Dédalo estudava profundamente, planeando como escapar de Creta.
Era longe demais para nadar até à próxima ilha, e impossível um bote devido à vigilância da armada do rei Minos.
Finalmente, Dédalo concebeu um plano ambicioso, Ele construiu dois pares de asas, tecendo as penas e juntando-as com cera.
Quando as asas estavam prontas, levou Ícaro para um canto e diz-lhe: " Coloca isto e segue-me", disse, "mas cuidado para não voares perto demais do sol, nem tão baixo para que o mar não as molhe. Mantém uma altura média. Com estas asas escaparemos daqui".
Os dois levantaram vôo a partir de um rochedo alto e seguiram para o horizonte. Por muitos quilómetros o jovem Ícaro seguiu o seu pai mas, deslumbrado com a bela iamgem do sol, e sentindo-se atraído por ele, jovem e despreocupado, desfrutando do vento, inebriado pela sensação de liberdade e de poder, começou a subir para o céu, livre como um pássaro.
A cera das suas asas começou a derreter e logo caíu ao mar.
Quando Dédalo olhou em redor procurando-o, não o conseguiu ver.
"Ícaro! Ícaro!" chamou o pai ansioso.
Mas não teve resposta.
No mar, lá em baixo, um punhado de penas flutuava nas ondas, e algumas pequenas ondulações marcavam o ponto onde Ícaro caíra.
Dédalo chegou seguro à Sicília, onde construiu um templo ao deus Apolo, deixando as suas asas como oferenda.
Parábola da mitologia grega.
A primeira versão romanceada dos delírios do homem no domínio da arte do vôo.
Fonte: www.geocities.com/Wellesley/Atrium/4886/icaro.htm

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