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Sexta-feira, Abril 21, 2006

6 - A Observação Aérea

Jacques Charles

Nascido a 12 de Novembro de 1746 (m. 7 de Abril de 1823) , o físico francês Jacques Alexandre César Charles, é hoje conhecido pela formulação da Lei de Charles. Entre os seus contemporâneos, no entanto, Charles ficou conhecido pela invenção do balão de hidrogénio: Em 1784, um ano depois dos primeiros voos em balões de ar quente dos irmãos Montgolfier, demonstrando que o hidrogénio era mais leve que o ar, construiu o primeiro balão de hidrogénio que concretizou várias subidas a cerca de 1.600 metros de altura.



Jacques Charles efectuou o seu primeiro vôo ascencional em 1 de Dezembro de 1783. Jacques Charles combinou a sua experiência em fabricar hidrogénio com o novo método de misturar tecido com borracha desenvolvido por Nicolas Robert. Com a sua típica "cesta", e o seu sistema de válvula e lastro, defeniu a forma dos balões de hidrogénio para os próximos 200 anos.

Estava dado o passo definitivo na conquista dos céus pelo homem.

A utilidade militar dos meios aéreos.


A utilização do balão na Batalha de Fleurus em 26 de Junho de 1794.

Os franceses foram os primeiros a usar balões para reconhecimento aéreo do campo de batalha em 1794, durante o seu conflito com a Áustria. este reconhecimento foi fundamental para a vitória francesa ao permitir aos franceses a observação da preparação e movimentações dos seus opositores. Depois da Revolução Francesa ter terminado, um dos primeiros actos do Comitê de Segurança Pública, foi nomear uma comissão de conselheiros, que recomendou o uso de balões de reconhecimento para ajudar os exércitos franceses. Criaram um local nos subúrbios de Paris, onde desenvolveram experiências secretas com balões. Aí foi criado o primeiro balão de observação militar do mundo, o "L'Entrepreamnt", que foi construído em 1793 sob a direcção do cientísta Charles Coutelle. O balão foi desenvolvido para ficar preso ao chão, levar dois observadores na "cesta", que através de sinais comunicavam para a tripulação em terra, que daí, manobrava o balão. Os tripulantes do balão podiam comunicar com terra através de sinais de bandeiras ou através de mensagens largadas em pequenos sacos de areia.

Na vitória francesa da Batalha de Fleurus, que teve lugar em 26 de Junho de 1794, Charles Coutelle e o General Morlot mantiveram-se no balão durante as 10 horas que durou o combate. Eles recebiam perguntas das forças no solo através de mensagens enviadas por cabos, enviando o General as suas ordens e observações através do mesmo cabo num saco. As operações no terreno por parte das forças francesas, foram totalmente dirigidas do ar pelo General. A acrescentar à vantagem táctica do balão, este também desmoralizava as tropas inimigas. Os austríacos temiam o balão e olhavam para ele como um agente do diabo que estava aliado aos franceses.

A Batalha de Fleurus foi a primeira batalha na história em que o reconhecimento aéreo contrubuiu significativamente para a vitória.

O reconhecimento aéreo dos balonistas levou a mais vitórias francesas e também à construção de mais três balões, o Celeste, o Hercule e o Interpide, que foram usados em diversas frentes de batalha em 1796.

Posteriores observações de balões contribuiram para mais vitórias francesas, e Coutelle convenceu Napoleão a permitir que os balonistas acompanhassem as tropas francesas na campanha do Egipto. Contudo as vantagens dos balões não foram usadas com eficiência, e na Batalha de Aboukir em 1798, os britânicos destruíram o equipamento. Retornando a França em 1799, Napoleão acabou com oo balonistas e com a escola de Balonismo. Com isso, morria o sonho de uma invasão aérea francesa da Inglaterra, e o uso de balões pelos militares franceses esteve suspenso durante 40 anos.


Fonte de consulta: www.history-of-flight.net