7 - Balões Militares 1850-1900
Uma era o bombardeamanto aéreo de alvos miltares.
A segunda era o reconhecimento aéreo em balões cativos (presos ao solo).
A terceira utilização era para comunicações e transporte de pessoal, correio e equipamento.
O primeiro bombardeamento aéreo foi tentado em 1849, quando os Austríacos lançaram 200 balões de ar quente não tripulados, transportando bombas contra as forças que defendiam Veneza.
Cada bomba estava preparada com um detonador programado. Contudo, o vento dirigiu os balões de volta sobre as tropas Austríacas.
A ideia foi abandonada até os Japoneses a utilizarem durante a II Guerra Mundial.
Partida ao entardecer de um balão durante o Cerco de Paris, em 1870
Possivelmente a utilização mais dramática dos balões durante uma guerra na Europa, teve lugar em Setembro de 1870, durante o cerco de Paris, na Guerra Franco-Prussiana.
Quando Paris ficou completamente cercada pelos prussianos, balonistas franceses sugeriram ao chefe dos Serviços Postais que se deveriam usar balões para comunicar com o mundo exterior e com o governo provisório em Tours. Os Serviços Postais aceitaram a sugestão, e em 23 de Setembro, o balonista profissional Jules Durouf partiu da Praça St. Pierre em Montmartre no "Neptuno" com cerca de 100 kg de correio. Aterrou com o seu balão em segurança, 3 horas e 15 minutos depois, atrás das linhas inimigas no Castelo de Cranconville. Durante a viagem, Durof ia largando postais sobre as posições inimigas enquanto voava fora do alcance das armas inimigas.
Durante o Cerco de Paris na Guerra Franco-Prussiana, 1870-1871, os balões eram construídos em estações de comboios.
Devido à direcção dos ventos e ao facto de os balões não serem direccionáveis, estes apenas tinham um caminho: Para fora de Paris. Assim um balão posterior, o "La Ville de Florence", transportou pombos, além do correio. Os pombos eram usados pelos franceses para levar mensagens de volta a Paris.
Com os balões não regressavam a Paris, os franceses necessitaram de construír inúmeros balões. Esses novos balões eram construídos com material barato e pilotados por pilotos inexperientes. Para a construção utilizaram, diversos locais, tais como estações ferroviárias. Devido à pouca qualidade dos materiais e a imexperiência dos pilotos, muitos, mal conseguiam passar as linhas inimigas.
Devido ao facto de correr a informação de os prussianos terem armas anti-aéreas especiais, as autoridades francesas determinaram, desde meados de Novembro de 1870, que os balões deveriam partir de Paris apenas de noite. Isto trouxe novas dificuldades aos inexperientes balonistas. Os balões não podiam ser controlados, e aterravam em locais inesperados, por vezes com resultados fatais quando aterravam em território inimigo. Num vôo, dois balonistas perderam-se e percorreram 800 milhas (1.287 km) até à Noruega. Dois outros perderam-se sem deixar rasto.
De um total de 66 balões que deixaram Paris durante o cerco, 58 aterraram em segurança. Transportaram 102 pessoas e mais de 500 pombos, e 5 cães, que supostamente deveriam regressar a Paris transportando mensagens, mas nunca reapareceram. Os balões transportaram também mais de 2 milhões de cartas de correio.
A contribuição dos balonistas para o desfecho da guerra levou à formação, em 1874, da "Commission des Communications Aeriennes". Por sua recomendação, foi criada em 1877 a Aeronáutica Militar. Esta organização ainda hoje existe.
Outros países seguiram o exemplo francês. A Alemanha organizou o "Ballon Corps" em 1884, e a Áustria seguiu o exemplo em 1893. A Rússia também aderiu "à moda" e abriu uma escola de terino aeronáutico próximo de St. Petersburg.
A Inglaterra também se envolveu no desenvolvimento desta nova área militar e começou o treino com balões militares em 1880.
Desenvolveram uma nova forma de armazenar o hidrogénio que os balões precisavam, devido ao facto de ser difícil e lento produzir o gás próximo dos campos de batalha. Utilizaram cilindros com gás comprimido e, logo que os problemas com a válvulas dos cilindros foram resolvidos, estes passaram a ser utilizados pelos britânicos e pelos outros países utilizadores de balões, por estes acompanharem os desenvolvimentos dos britânicos.
A pressão de armazenamento subiu rápidamente, e os franceses proclamaram que conseguiam encher um pequeno balão em 15 minutos.
O avanço na tecnologia dos balões impressionou os militares britânicos, que mudaram a secção de balões para um quartel maior e os incluiram no exército britânico. Aumentaram significativamente o número de balões ao serviço, e quatro secções de balões participaram na Guerra dos Boers na África do Sul no fim do século IXX.
Fonte de pesquisa: www.history-of-flight.net



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